29 de setembro de 1895, morre Lívio Barreto

Lívio BARRETO – Nasceu em Granja, 18 de fevereiro de 1870, filho de José Soares Barreto e Mariana da Rocha Barreto. Poeta, foi o Lucas Bizarro da Padaria Espiritual. Foi caixeiro e guarda-livros e estudou somente as primeiras letras. Morou algum tempo em Belém; atacado de beribéri, retomou ao Ceará, à busca de cura. Colaborou nos jornais “A Luz”, “Libertador”, “Iracema” e “O Pão”. Conseguiu salvar-se de um naufrágio, numa viagem marítima entre Camocim e Fortaleza, mas não escapou à morte, três meses depois, 29 de setembro de 1895, com apenas 25 anos de idade. Parte dos seus versos foi reunida no volume Dolentes, publicado sob os auspícios da Padaria Espiritual em 1897.
Fonte:1001 Cearenses Notáveis-F. Silva Nobre.
Data de Nascimento: 18/02/1870
Acessehttp://portal.ceara.pro.br/index.php?option=com_content&view=article&id=2292&catid=293&Itemid=101

*Leia abaixo um belo texto do Senhor Francisco das Chagas Gonçalves sobre o poeta Lívio Barreto.

GRANJA EM DATAS & FATOS: hoje, é uma data memorável! Principalmente aos letrados. Mas no ensejo deste dia homenageio, ou bem dizer; LEMBRAR de um granjense notável; que foi o jovem poeta LÍVIO da Rocha BARRETO; que pereceu a 123 anos atrás, em data de hoje, 29 DE SETEMBRO (em 1895) na cidade Camocim; aos 26 anos incompletos. De origem humilde, caixeiro e, mais tarde, modesto guarda-livros. Lívio Barreto foi um artista emérito do verso, o de mais viva originalidade.
Do grupo da “Padaria Espiritual” (tendo como órgão “O PÃO”), famosa entidade literária de Fortaleza, da qual foi ele, L. Barreto, um dos fundadores, tomando o pseudônimo (o nome de guerra) acadêmico de LUCAS BIZARRO, incontestavelmente o maior simbolista cearense. 
LÍVIO BARRETO deixou-nos um único livro, DOLENTES, publicado postumamente. É a melhor obra simbolista do Ceará e é uma demonstração cabal da atualização do movimento simbolista em nossa terra que se expandia muito mais por influxo da França, através de Portugal, do que propriamente por repercussão do movimento no sul do Brasil. 
Se você já leu, faça uma releitura calma e sentida desta obra. Também procure conhecer sua biografia. Ele (L. Barreto) teve na vida uma paixão que o acompanhou, mais e mais insistente, até à morte. Toda a obra literária de Lívio Barreto não é mais que o diário escrito dessa infeliz paixão, que tão implacavelmente o torturou, impressionando-o muito, roubando-lhe a energia. LÍVIO BARRETO: Poeta “por uma violenta impulsão do seu organismo”, segundo as palavras de Waldemiro Cavalcanti também nosso conterrâneo, ainda diz: “foi Lívio Barreto um dos mais inspirados de quantos nasceram no Ceará”.
Granja e o Ceará lhes HONRA; É de fato curioso, que é a única pessoa citada no hino do município da Granja. Foi posto seu nome em uma rua, e também na Biblioteca Municipal de Granja. Como também na vila de Ibuaçú (seu berço) uma escola recebe seu nome. Ainda em um bairro nobre de Fortaleza(capital) podemos encontrar uma rua homenageando seu nome. Enfim, merecidamente consagrado (indicado) a Patrono, na Academia Cearense de Letras, da cadeira nº 24.
= HOMENAGEM DO CONTERRENEO: Ir. Fco. Das CHAGAS.

*Texto publicado no perfil de rede social do Senhor Fco. das Chagas.



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